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Anos 70: ainda sob
a tempestade
Adauto Novaes (org.)
Co-edição: Senac Rio e Aeroplano
Formato: 18,0 x 18,0 cm
488 páginas
Preço: R$ 70,00
ISBN: 85-86579-63-7
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TEMPOS DE CHUMBO E EFERVESCÊNCIA CULTURAL
Um retorno à crítica de uma das décadas
de maior efervescência cultural no país, sob o olhar de
grandes intelectuais e artistas brasileiros. Organizado pelo escritor
e jornalista Adauto Novaes, Anos 70: ainda sob a tempestade reúne
artigos sobre cinema, literatura, música, teatro e televisão
no País no período da censura e governo militar. Referência
teórica obrigatória sobre o período, a obra é uma
co-edição da Editora Senac Rio e Aeroplano Editora.
Anos 70: ainda sob a tempestade foi publicado originalmente
em cinco pequenos volumes, pela Fundação Nacional de
Arte, como resultado de uma pesquisa coordenada pelo autor, divulgada
em 1979. Ao todo são 25 ensaios, marcados pelos impasses da
atmosfera pol ítico-social da época.
“Para esta nova edição,
convidamos os autores ao comentário conceitual – e às
vezes pessoal – de seus textos, confrontando o tempo do pensamento
original e o tempo da história cultural contemporânea.
(...) Mais do que rememorar histórias, esta nova edição
do Anos 70 apresenta-se, pois, como um conjunto de estudos que nos
levam a compreender esta passagem de uma época a outra”,
explica Adauto Novaes na introdução do livro.
O segmento Música Popular é composto
por ensaios de José Miguel Wisnik, Ana Maria Bahiana e Margarida
Autran. Alguns aspectos vigentes na década de 70 sobressaem-se
nos artigos, como: predominância da música popular brasileira
no mercado de discos; permanência até os dias de hoje
de uma intensa e polimorfa criatividade musical; tempo de cristalização,
eclosão e disseminação do que viria a se chamar
de brega; repercussão internacional da música instrumental
brasileira; período em que a classe média foi apresentada
ao samba e choro.
Heloisa Buarque de Hollanda, Marcos Augusto
Gonçalves e Armando Freitas Filho são autores do segmento
Literatura. Os intelectuais refletem pontos como o papel da repressão
política e da censura sobre a produção de cultura;
o advento de uma nova produção literária, notadamente
poética e também ficcional; destaque para o desenvolvimento
do conto no período e enorme quantidade de concursos literários,
revistas e publicações; projeção de dois
grandes escritores, Antonio Callado e Erico Veríssimo; surgimento
de bons críticos literários, além de mostrar um
apanhado da poesia dos anos 70.
José Arrabal, Mariângela
Alves de Lima e Tania Pacheco são os autores de Teatro. O pensamento
crítico da história do teatro no Brasil – passando
por diretores e dramaturgos como Oduvaldo Vianna Filho, Augusto Boal,
José Celso Martinez Correa -, estratégias de agrupamento
concebidas pelos artistas de teatro durante a ditadura militar e as
lutas dos atores na construção de identidades partidárias,
nas lutas sindicais e sociais são abordados neste segmento.
Jean-Claude Bernadet, José Carlos
Avellar e Ronald F. Monteiro dissertam sobre a produção
documentária brasileira, a perspectiva popular do cinema e aspectos
ligados à pornochanchada no segmento Cinema.
O leitor poderá entender ainda,
em Anos 70: ainda sob a tempestade, como a história da Rede
Globo pôde servir como “aparelho ideológico” de
forma a se tornar parte integrante da sociedade brasileira e a maneira
em que política cultural da ditadura viabilizou a modernização
tecnológica, que permitiu a construção das redes
nacionais de televisão, no segmento Televisão, escrito
por Maria Rita Kehl, Elizabeth Carvalho, Santuza Naves Ribeiro, Isaura
Botelho.
Sobre o autor: Adauto
Novaes é jornalista e professor. Estudou filosofia no Colégio
de Altos Estudos e jornalismo no Instituto
Francês de Imprensa
(Sorbonne), ambos em Paris. Foi diretor, por
20 anos, do Centro de Estudos e Pesquisas da
Fundação
Nacional de Arte/Ministério
da Cultura. Nele, organizou dois grupos de
estudos, que depois viraram livros, nos quais
publicou ensaios: Anos 70 (lançado pela Editora
Europa em 1980) e O nacional e o popular na
cultura brasileira (Brasiliense). Realizou
mais de 1.600 conferências
pelo país, com mais
de 160.000 livros vendidos. Foi indicado duas
vezes para o Prêmio
Estadão de Cultura e nomeado Chevalier des Arts et Lettres pelo
Ministério da Cultura da França (2004).
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