Asdrúbal Trouxe o Trombone - memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70
Heloisa Buarque de Hollanda

 

"Se “Asdrúbal Trouxe o Trombone – Memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70” é um “doculivro” como quer sua autora, Heloísa Buarque de Hollanda, ela própria se transforma através dele numa espécie de Eduardo Coutinho desbundado. Com o cinema documentário e um de seus maiores expoentes, ela identifica-se ao deixar que a história do grupo se conte com voz própria, a voz de seus personagens que todo o tempo interferem na narrativa – complementada por “Xarabovalha”, versão em DVD do curta que ela mesmo dirigiu com o grupo. Do desbunde, deixa-se contaminar pelo paradoxal “descompromisso comprometido”, porras-loucas que assim são vistos pela lógica do outro mas que, se examinados de perto, mostram-se visceralmente empenhados num projeto libertador e libertário cujo efeito pode-se medir até mesmo pela simples publicação do belíssimo livro da Aeroplano. "

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(Paulo Roberto Pires - No Mínimo /
11 de maio de 2004)

 

(...) é o próprio livro que serve como prova da aversão dos Asdrúbals à nostalgia. Amiga e fã da trupe, Heloisa Buarque de Hollanda diz que não viu sentido em escrever um ensaio sisudo sobre a importância da companhia. Apostou num livro colorido, fartamente ilustrado e de narrativa fragmentada. O texto é acompanhado por depoimentos dos atores, como se fosse interrompido por eles.

- Chamo de doculivro. É um documentário em papel. Seria absurdo tirar as vozes deles, são todos muito engraçados. Procurei mimetizar a fala deles no texto, para que o livro ficasse com a cara do grupo - diz Heloisa.

A cara do grupo nos anos 70 está lembrada num DVD que vem encartado no livro: Xarabovalha é um documentário feito pela autora a partir de apresentações de Trate-me Leão. Ao se verem no filme, lerem suas histórias no livro e relerem o texto do mais famoso dos cinco espetáculos que fizeram em dez anos de atividade, os atores dizem que se sentiram bem menos envelhecidos do que se poderia supor.

(Jornal do Brasil - Caderno B /
29 de abril de 2004)

 

(Folha de S. Paulo - Ilustrada/
29 de abril de 2004)

 

"Fartamente ilustrado com desenhos, rascunhos, fotografias e um projeto gráfico que lembra as montagens do grupo, o livro tem prefácio da própria Heloisa e posfácio de Nelson Motta, que acompanhou o Asdrúbal da sua primeira apresentação até a última: "Seria uma banda de rock? Seria uma trupe de circo? Seria uma torcida desorganizada? Seria uma festa? O Asdrúbal era um pouco tudo isso e era também um grupo de teatro", escreveu o jornalista e produtor musical.

O livro foi lançado com uma grande festa na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, reunindo todos os integrantes do Asdrúbal, que confessaram ter adorado o trabalho de Heloisa. "Eles ficaram felizes e me mandaram e-mails emocionados", revela a autora. O cantor, compositor e ator Evandro Mesquita também conversou com a reportagem e se declarou lisonjeado: "Acho uma honra ser lembrado 30 anos depois. O Asdrúbal foi um marco no teatro brasileiro contemporâneo. Até hoje a gente vê uma semente por aí"."

(Correio da Bahia - Estado da Bahia /
16 de maio de 2004)

 

(Revista Flash - Flashback/
07 de abril de 2004)

 


Dando continuidade às comemorações pelos 30 anos do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, será lançado hoje na Fundição Progresso o livro Memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70, de Heloisa Buarque de Hollanda. A obra editada pela Aeroplano, reúne entrevistas realizadas pela pesquisadora com integrantes do grupo, como Hamilton Vaz Pereira, Patricya Travassos, Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães, Evandro Mesquita e Perfeito Fortuna.

(O Globo - Segundo Caderno /
29 de abril de 2004)

 

(Revista Flash - Flashback/
07 de abril de 2004)

 

"A obra literária é a cara do grupo retratado em suas páginas: espalhafatosa, colorida, alegórica, e, acima de tudo, diferente. As páginas são divididas na reconstrução dos fatos, através de uma narrativa linear da trajetória, lado-a-lado com depoimentos dos integrantes do grupo. De quebra, para que, de fato, tenha-se uma visão concreta da trupe, vem anexo o curta-metragem, dirigido em 78, mostrando os bastidores da terceira peça, e ápice do grupo, Trate-me Leão.

(...)

Entre os ex-integrantes do Asdrúbal estão: Luis Fernando Guimarães, Nina de Pádua, Regina Casé, Patrícia Travassos, Daniel Dantas, entre outros. Todos comentam os momentos de sufoco e sucesso das aventuras do Asdrúbal. Como epílogo ainda temos uma breve narrativa do que foi os fenômenos Blitz e Circo Voador, desdobramentos daquela turma, através de seus próprios idealizadores, Evandro Mesquita e Perfeito Fortuna. Tudo isso recheado de muito material de arquivo, o que torna Asdrúbal trouxe o trombone – memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70 um livro para ler, ver e ouvir, refeltir, sentir...

(Correio do Brasil - Hoje /
1º de junho de 2004)


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