|
| |
|
| Da Favela para
o Mundo: A História do Grupo Cultural Afro Reggae
José Junior
|
| "Embora
seja tido como um embaixador de Vigário Geral, José
Junior nunca morou em favela. Filho de uma assistente de enfermagem
e um taxista, cresceu num ambiente sem luxos, mas também
sem miséria. A idéia de desenvolver projetos
sociais começou a tomar forma quando fundou com amigos
o jornal Afro Reggae Notícias e começou a promover
festas na Lapa, no início da década de 90.
Ao lado do jornal, o projeto social do Afro
Reggae já estava caminhando. Mas só foi parar
em Vigário Geral por causa da chacina que deixou como
saldo uma estudante e 20 trabalhadores mortos - um assunto
sobre o qual Junior não gosta de falar. O GCAR foi
convidado a participar da Caminhada Pela Paz, quando 80 pessoas
percorreram os 20 quilômetros que separam a Igreja da
Candelária, no Centro, de Vigário Geral. Foi
o estopim das oficinas de percussão que viraram a marca
do grupo.
Dez anos depois, José Junior conta no
livro as histórias acumuladas, de jovens que deixaram
o tráfico seduzidos pela proposta do Afro Reggae, como
a de Dinho, Dudu, LG. Para alguns, optar pela banda significou
escapar da morte. No último ensaio de 1997 do AfroReggae
(o nome da banda é diferente do nome do projeto), Junior
insistiu para que o namorado de uma menina que freqüentava
as aulas, Dinho, ficasse para conhecer melhor o grupo. O rapaz
explicou que era impossível. Tinha compromisso. Mas,
diante da persistência do coordenador, capitulou. Momentos
depois, o ensaio foi interrompido por gritos e choro na comunidade.
Os amigos de Dinho que haviam marcado o compromisso com ele
- e compareceram a uma loja, para fazer um assalto - haviam
morrido."
(Jornal do Brasil - Caderno B /
07 de setembro de 2003)
|
| |
| "O
livro que conta os 10 anos do grupo AfroReggae, Da Favela
para o Mundo, escrito por seu criador e coordenador, José
Júnior, sai agora em edição de luxo da
Aeroplano. São 111 páginas de fotos e textos
que vão das reuniões de jovens pobres e sem
perspectivas, que tinham em comum o gosto por música
afro, em todas as suas nuances e estilos, até se transformarem
num exemplo de trabalho sociocultural e numa grande e bem-sucedida
organização não governamental, que atende
a milhares de pessoas espalhadas pelo Rio. O texto é
também autobiográfico, pois Júnior escreve
na primeira pessoa quando conta como se levantou dos muitos
tombos na trajetória do grupo."
(O Estado de S. Paulo - Caderno 2 /
9 de setembro de 2003)
|
| |
| "Os dez anos do Afro Reggae
são contados com riqueza de detalhes em um livro recheado
de fotos, letras de música e reproduções
do jornal Afro Reggae Notícias. Junior não
deixou nenhum nome de fora e dá crédito a todo
mundo que ajudou o grupo, de Caetano Velos ao poeta Waly Salomão,
a quem Da favela para o mundo é dedicado.
(...) Em linguagem contudente e direta, o livro
trata de casos como o de Dinho, que "ia fazer um assalto,
mas, atraído por uma batucada, pediu licença
aos colgas bandidos, escapou da morte e recuperou o direito
à vida"."
(O Globo - Prova & Verso /
30 de agosto de 2003)
|
| |
| "José
Junior é um sujeito inquieto. Seu esporte mais recente
é percorrer os grotões do Brasil em busca de
manifestações culturais fora do circuitão.
Nenhuma novidade. Garimpar riqueza onde ninguém a vê
é prática antiga dessa cria da Zona Norte carioca.
Dez anos atrás, ele apostou na favela como fonte de
arte ao criar o Centro Cultural Afro Reggae. O grupo, tão
famoso quanto desconhecido, acaba de ter sua história
contada em livro - Da favela para o mundo, da editora Aeroplano,
será lançado com um coquetel em setembro.
Nele, o autor José Junior relata utopias,
vitórias e frustrações do Afro Reggae
– e de si mesmo. A trajetória ajuda a entender
as estratégias adotadas pela bem-sucedida ONG, que
resgata talentos esquecidos nas favelas. Desde 2001, o Afro
Reggae já levou o Conexões Urbanas – espetáculos
com artistas consagrados e ações de cidadania
– a 30 comunidades do Rio."
|
|
:: voltar
|
|
|
|