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Margem de Manobra
Claudia Roquette-Pinto
Formato: 13,5 x 20,5 cm
88 páginas
Preço: R$ 22,00
ISBN: 85-86579-82-3
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A poesia de Margem de manobra procura estabelecer uma
relação entre duas vertentes: a violência das sensações
corporais (acompanhando, por exemplo, os percursos da energia no momento
do amor), em contraponto a outro tipo de violência, agora cotidiana
no Rio e no planeta - quando o corpo, experimentando sensações
ainda mais extremas, explode, leva um tiro, é escalpelado, torturado,
sofre e é capaz de promover todo tipo de dor.
Trabalhando com as experiências-limite, nos 62
poemas que constituem seu novo livro, Claudia
Roquette-Pinto busca observar e recriar, através da linguagem,
as pulsões de vida e de morte, registrando a invasão
de uma realidade violenta nos domínios do pensamento.
Segundo o poeta Francisco Bosco, no texto de orelha, essa é uma poesia “que
parece querer representar a temporalidade mesma do pensamento”, sendo dona
de uma “depurada educação pelos olhos, e daquela arte da
composição que, por meio de cortes, parênteses, travessões,
variadas vozes, respirações moduladas, aliterações,
rimas internas, perfaz como que uma elaborada sintaxe total do poema.(...) A
margem de manobra é o corpo, mas corpo que se insere num real incontornável”
Sobre a autora: Claudia Roquette-Pinto nasceu no Rio
de Janeiro, em 1963. Formou-se em Tradução Literária
pela PUC-RJ. Dirigiu, durante cinco anos, o jornal cultural Verve.
Tem quatro livros de poesia publicados: Os dias gagos (RJ: Ed. da autora,
1991); Saxífraga (RJ: Salamandra, 1993); Zona de
sombra (RJ:
7Letras, 1997); Corola (SP: Ateliê Editorial, 2001 – Prêmio
Jabuti Poesia/2002). Seus poemas foram incluídos em diversas
antologias e revistas literárias nacionais e internacionais.
Participou, recentemente, da mesa sobre poesia na FLIP/2005. No momento,
está trabalhando num livro de poesia infantil, traduzindo textos
e ensinamentos do Budismo Tibetano e, como projeto pessoal, poemas
de Yehuda Amichai. Ela mora no Rio de Janeiro com seus três filhos.
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