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"Nunca a Humanidade acompanhou tão de perto a gênese e a glória de uma epidemia como nos anos 80/90. Falamos aqui da Aids, claro, que chegou tímida às páginas do noticiário brasileiro ali em 1981. Poucos anos depois, no entanto, num misto de pânico de ocasião, curiosidade e dissimulada morbidez, caíram no gosto do público milhares de páginas diariamente publicadas sobre a síndrome e suas vítimas. É disso que trata Marcelo Secron Bessa em seu “Os perigosos”. Com cuidadosa pesquisa e texto absolutamente fluido, ele mostra que a imprensa e a literatura foram peças importantes para transformar a Aids num grande romance em picadinhos, como diz Bessa.".
(Jornal O Globo - Prosa & Verso/
15 de fevereiro de 2003)
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"Os perigosos - Autobiografias e Aids traça um panorama histórico e crítico da ambigüidade com que foram tratados os portadores de HIV no Brasil.
A primeira palavra que vem à cabeça diante da abordagem proposta no livro é ambigüidade. Não por parte do autor, mestre e doutor em letras pela PUC-Rio e organizador, nessa publicação, de um detalhado panorama histórico e crítico da literatura da Aids no Brasil. Ambígua foi a postura da imprensa nacional em relação ao assunto e a boa parte dos perfis que traçou dos portadores de HIV, a partir dos anos 80.".
(Jornal Correio da Bahia/
19 de fevereiro de 2003)
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