Sonta para Pandemônio
Elisabeth Veiga

Orelha - Heloisa Buarque de Hollanda

Elisabeth Veiga é, reconhecidamente, uma das mais importantes poetas da atualidade. Pouco afeita a grupos e a estreitas definições de estilo ou outras classificações poéticas, Elisabeth já havia marcado época em 1972, com o lançamento de Gôsto de Fábula. Vinte anos mais tarde, com um perfil mais livre e multimodulado, publica A Paixão em Claro (1992), obra com a qual consalida seu lugar na rimeira linha da poesia brasileira contemporânea.

Agora ressurge com Sonata para Pandemônio, uma espécie de síntese dos anteriores e, surpreendentemente, o mais dissonante de sus livros. Uma obra inventiva, quase-barroca, dotada de carpintaria formal exigente e, sobretudo, uma obra que explora, com radicalidade, o humor ácido e a voz própria, original e intransferível da poeta.

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