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Sonata para Pandemônio
Elisabeth Veiga
Categoria: Poesia
Número de páginas: 120 páginas
Formato: 13,5 x 20,5 cm
Preço: R$ 14,00
ISBN: 85-86579-43-2
Avessa à produção poética em série, Elisabeth Veiga cria seus
poemas meticulosamente, como um artesão que talha cuidadosamente cada curva,
cada detalhe de sua obra. Sua estréia na poesia foi logo arrebatadora e seu
livro Gôsto de Fábula (1972) marcou época. Vinte anos depois, em 1992, Elisabeth
Veiga retorna com seu segundo livro de poemas A Paixão em Claro, firmando-se no
primeiro time da poesia contemporânea brasileira.
Agora, passado dez anos, a Aeroplano Editora traz essa
emblemática poeta novamente a público com sua nova produção poética, Sonata para
Pandemônio. Nesse livro, Elisabeth Veiga ressurge mais forte e dissonante do que
nunca, explorando com ainda maior vigor os pontos fortes de sua poesia: "o humor
ácido e a voz própria, original e intransferível", como afirma a professora e
crítica literária Heloisa Buarque de Hollanda.
"A maior particularidade do processo poético de Elisabeth Veiga é
a sua extrema capacidade de estranhamento, a ponto de estranhar-se a si mesma",
diz Sebastião Uchoa Leite, citando "Encenação do poema": Botei um vestido de
álacres/ no poema/ com adjetivos vermelhos/ para ficar venenoso/ (mas o poema
estava nervoso),/ uma piteira dourada/ de nébulas enigmáticas. Uchoa Leite chama
também atenção "para o palavra puxa a palavra (influência drummondiana) de
"adjetivos vermelhos" e "ficar venenoso" , num processo de contaminação.
Pandemônio é o excesso de ruído/ quando paixão e razão/ se
desconcertam./ Resta/ o desperdício luminoso/ de alguma sonata.. A personalidade
marcante de seus versos já na auto-epígrafe do livro, quase como uma forma de
advertência ao leitor sobre o que está por vir. Uma poesia marcada pelo
estranhamento e pela incerteza, mas desenvolvida com um pulso firme e enérgico,
mostrando porque Elisabeth Veiga é considerada uma das mais importantes poetas
da atualidade.
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